quarta-feira, 23 de maio de 2012

Carta pra Carol

Amor, já vamos chegar, domingo, aos dois anos de namoro (27/05) e agora foi que me bateu a inspiração. Pensei em deixar pra publicar domingo, mas... vai que eu bato as botas, né? (Trágico, né? Eu sei que você odeia essas minhas brincadeiras...). 

Mas, você me conhece e sabe de todas as indecisões da minha vida: ora sou crente, ora não sou. Ora defendo um partido político, ora sou contra. Pelo jeito, amor, a única coisa que eu tenho convicção é que eu te amo. E amo, mesmo, de verdade. Amo tanto que chego a querer gritar!

Desconheço, nesses dois anos de namoro, um dia em que eu não tenha querido ter você pra sempre comigo. Desconheço o momento em que eu não tenha agradecido por ser o seu namorado. Apesar de ultimamente você estar dando um baita azar ao São Paulo, mesmo assim eu te quero – até porque já descobrimos o jeito do seu azar não atrapalhar o tricolor: só nos falamos após o jogo!!!

Carol, quero te agradecer por ser essa mulher tão especial. Agradecer por me aconselhar, acreditar em mim, me incentivar. É impossível não ser apaixonado pela pessoa fantástica que você é.

Nos conhecemos dia 27/05/2010, na Igreja Nossa Senhora da Luz, aqui em Salvador, na Pituba. Domingo irei lá, na igreja, rezar por nós dois. Pedirei a Deus que continue a cuidar de nós.

Eu te amo, meu amor. Eu te amo, muito!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Carta aos professores em greve na Bahia

Queridos companheiros (as) que vivem nessa árdua luta de ser professor (a),

Lênin escreveu em 1899

Toda greve acarreta ao operário grande numero de privações, tão terríveis que só se podem comparar com as calamidades da guerra: fome na família, perda do salário, frequentes detenções, expulsão da cidade em que reside e onde trabalhava.

A luta que vocês travam, por princípio, já é desigual, pois vocês lutam contra um monstro chamado Estado. E a situação complica, pois quem comanda esse monstro é alguém que historicamente e por legenda era companheiro de luta, o senhor (des)governador J. Wagner.

Tenho acompanhado a luta de vocês e tenho acompanhado o descaso e a indiferença com que esse governador tem tratado a situação. Ele age como um espectador que ri das palhaçadas de um grupo... Mas o governador precisa entender que ele está rindo da população - e principalmente a população pobre, pois são esses que frequentam as péssimas escolas públicas do nosso Estado. O governador se revela como um grande facínora em relação a vocês professores e também para a população. O governador está mesmo preocupado, agora, é com a Copa das Confederações que irá acontecer em Salvador...

Mas o recado é que o Lênin falou desse momento que vocês estão vivendo, o que é chamado de "momento crítico". Chegou a hora de fazer duas coisas: 1) recuar e perder a luta e 2) ir até o mais profundo e tentar a vitória.
Imagino que já haja desânimo batendo na porta, mas imaginem que a credibilidade cairá no momento em que vocês lutarem tanto, irem tão longe e faltar as pernas para ir mais próximo da vitória. Vocês caminharam muito, mas não chegaram ao lugar...

Tá na Bíblia:

Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. (Lucas 14:28-30).

E também tá na Bíblia:

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. (Lucas 11:9-10)

A Vitória pode não ser possível, mas chegar o mais próximo dela é obrigação. Não podemos aceitar, nunca, de bom grado, os limites impostos por essa classe dominante.

E para já irmos finalizando, lembremo-nos do que o Lênin escreveu

Assim, as greves ensinam os operários a unirem-se; as greves fazem-nos ver que somente unidos podem aguentar a luta contra os capitalistas; as greves ensinam os operários a pensarem na luta de toda a classe patronal e contra o governo autocrático e policial. Exatamente por isso, os socialistas chamam as greves de "escola de guerra", escola em que os operários aprendem a desfechar a guerra contra seus inimigos, pela emancipação de todo o povo e de todos os trabalhadores do jugo dos funcionários e do jugo do Capital.

A greve nos ensina a ficarmos juntos e contra o capital. Eles, os donos do poder, sempre se juntam. Ficam juntos, pois como Marx e Engels escreveram ”o governo moderno não é, senão, um comitê para gerir os negócios comuns da classe burguesa". Eles se juntam e podem nos vencer. A gente precisa se juntar e ir o mais fundo possível, produzir grandes crises, provocar as mais profundas contradições. Precisamos aprender a olhar para os erros passados e corrigir. Se vamos errar, vamos errar melhor. Se vamos perder, vamos causar maiores dificuldades. De derrota em derrota até vencer. De erro em erro até acertar de vez.

Sem ceder facilmente. Sem cansar rapidamente. Com ferro e fogo, até à vitória!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Teologia do Novo Testamento (Udo Schnelle) - A pergunta por Jesus.


Para Udo Schnelle* “Jesus de Nazaré é a base e o ponto de partida de toda a teologia neotestamentária” (p. 69), sendo assim é preciso perguntar, a priori, pela figura desse homem: quem era, o que queria...

Quando o Schnelle inicia suas palavras sobre “A pergunta por Jesus” ele tem a preocupação de situar historicamente a pergunta. Como ele mesmo diz, “para os períodos anteriores era evidente que os evangelhos transmitiam notícias confiáveis sobre Jesus”. Períodos anteriores a quê? Para Schnelle, corretamente, anteriores ao Iluminismo. Antes das luzes do iluminismo adentrarem na casa dos estudos bíblicos e da vida cristã bastava ver o que a bíblia dizia sobre Jesus e eis que a resposta estava dada e era digna de confiança, mas com a chegada do iluminismo as coisas começaram a mudar. Conforme nos diz Hasel,

Na era do iluminismo um enfoque totalmente novo para o estudo da bíblia se desenvolveu, sob diversas influências. Em primeiro lugar estava a reação do racionalismo contra qualquer forma de supranaturalismo. A razão humana foi elevada a critério final e fonte principal de conhecimento, o que significava que a autoridade da bíblia como o registro infalível da revelação divina foi rejeitada. O segundo ponto de partida principal do período do iluminismo foi o desenvolvimento de uma nova hermenêutica, o método histórico crítico.[1]

Com o advento do iluminismo, segundo Schnelle, “irrompeu a compreensão de que o Jesus e o Cristo anunciado pelos evangelhos ( e também pelas igrejas) não podiam ser idênticos.” (p. 70) Há uma diferença entre o Jesus real e o Jesus Cristo anunciado, e surgiu, então, a necessidade de esclarecer esse fato. Schnelle cita três teólogos importantes sobre esse estudo bíblico baseado no método histórico crítico e narra suas contribuições e problemáticas levantadas. 1) Reimarus: para esse o Jesus da história não era idêntico ao Cristo do anúncio; história e dogma são coisas diferentes. 2) Strauss: ele diluiu a historicidade de Jesus, em grande parte, em mito. Ele separa a realidade dos acontecimentos históricos e a pretensão da verdade a ela vinculada. 3) Schweitzer: para esse o Jesus que aparece é o Jesus “dos olhos do autor”.

Mas é o Bultmann quem radicaliza de vez e diz que só conhecemos Jesus unicamente numa roupagem mítica e que não é possível chegar verdadeiramente além do querigma.

Surge para auxiliar a “pergunta por Jesus” movimentos como a “Third Quest”, na América. A Third Quest quer encontrar Jesus não somente nas fontes do NT, mas com a ajuda de outras fontes, as extra canônicas (Qumran, Nag Hammadi e Evangelho de Tomé). Mas surge também a chamada Teologia da Libertação, que inclui, na “pergunta por Jesus” questões sócio-históricas e cultural hermenêuticas. Com isso a problemática “pergunta por Jesus” continua seguindo seu rumo indefinido. Parece que vai continuar assim, pois para Luigi Schiavo,

Há várias possíveis abordagens de Jesus: o olhar do pesquisador é bastante diferente do olhar do crente. [...] Cada pessoa olha pra ele de forma própria, específica, a partir de sua realidade existencial e de sua história particular, muitas vezes projetando nele seus desejos, esperanças e dúvidas que geram representações e imagens.[2]


* SCHNELLE, Udo. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Paulus, 2010, 1114pg
[1] HASEL, Gerhard. Teologia do Novo Testamento: questões fundamentais no debate atual. Rio de Janeiro: JUERP, 1988, p. 17
[2] SCHIAVO, Luigi. Anjos e Messias: messianismos judaicos e origem da cristologia. São Paulo: Paulinas, 2006, p. 13

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Em favor da Palestina: o documento Kairós Palestina


Segundo o site -  http://www.kairospalestine.ps/ - o Kairós Palestina-  é um escrito feito por palestinos cristãos. Um documento que clama à comunidade internacional para que defendam os Palestinos que são oprimidos e que sofrem há 06 décadas.

Por que nós Brasileiros devemos participar dessa luta?

1) Porque somos membros da grande aldeia chamada Humanidade. São nossos irmãos e irmãs que estão sofrendo com esses crimes bárbaros cometidos pelo povo de Israel – aliás, esse povo já vem desde os tempos bíblicos causando sofrimento e morte: os cananeus são provas!

2) São cristãos como nós. Irmãos e irmãs de fé que publicaram esse documento/clamor. Não podemos virar a cara para esse desafio. A dor de um irmão/irmã, em qualquer parte do mundo – e se tiver gente sofrendo em Marte – deve ser a nossa dor.

Gostaria que todos vocês, ao lerem o documento, prestassem bastante atenção ao tópico A REALIDADE. Leiam e façam a pergunta: Posso eu, de bom grado, aceitar isso?

É a nossa missão enquanto Igreja, enquanto cidadãos do mundo, enquanto socialistas nos opormos há essa brutal realidade que assola o povo Palestino. Precisamos participar, de alguma forma, dos movimentos que pretendam parar Israel. Chega de derramar sangue, chega de lucros com guerras e mortes, chega de sofrimento! Queremos vida, vida em abundância.

Eis o Kairós. Jesus disse:  Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. (João 4:35). O Kairós não é o tempo do relógio – o chronos – mas tem a ver com o tempo qualitativo – e não quantitativo – tem a ver com a ocasião, o momento oportuno, o tempo certo. Paul Tillich, teólogo alemão, escreve “todos nós experimentamos momentos em nossas vidas quanto sentimos que agora é o tempo certo para agirmos, que já estamos suficientemente maduros, que podemos  tomar decisões. Esse tempo é o Kairós” (História do pensamento cristão, p. 24). Na verdade já deixamos o Kairós passar a muito tempo. Já passou da hora da gente se posicionar e levantar a voz contra Israel e a favor da Palestina. Não queremos guerra contra Israel, não queremos destruir Israel, queremos que o povo Palestino viva em paz!

Levantemos os olhos, companheiros e companheiras. Oremos de olhos abertos e mãos em movimento. Viva a PALESTINA!!!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Conselhos para os companheiros em Coité!

Chegamos em mais um ano de eleição: ano em que ânimos se exaltam e tudo fica à flor da pele. Quando tudo chega nesse estado, num estado onde as emoções gritam em nossos ouvidos, então é preciso parar, respirar e pensar. Pensar, principalmente, na própria teoria política e na ideologia que nos move. Precisamos manter o foco e nos mantermos concentrados. Não podemos tirar o olho do coração do inimigo, pois é lá que a lança tem que atingir.

Aconselho que leiamos biografias dos companheiros que lutaram antes de nós. Aconselho que nos alimentemos da literatura socialista. Aconselho, para os quem assim como eu creem em Deus, que rezemos e meditemos. É sempre bom ter o espírito calmo para manter os braços fortes.


Aconselho, também, que evitemos jogar os jogos dos nossos inimigos: se é pra sermos diferentes, então que a gente não faça o jogo igual. Sem baixar o nível do debate e com propostas sólidas, eis a nossa postura!


Aconselho que não nutramos medos em nossos corações. Aconselho que não tenhamos receio de dizer o que deve ser dito! Não devemos deixar de sermos duros, não devemos perder a ternura - por ternura eu entendo o diálogo! Quando o diálogo se torna impossível, nada mais é possível - senão a barbárie!


Aconselho a nunca abandonarmos a verdade. Não existe nenhum discurso melhor do que a sinceridade!

Por fim, aconselho a nunca deixarmos morrer a esperança e a nunca deixarmos que a indignação morra. Quando a gente achar que as coisas estão bem, então é sinal que estamos doentes!


Vamos pra luta! A vitória será nossa!!!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O prefeito de Coité e o nome de Deus em vão.

Toda a alma esteja sujeita às autoridades; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.  Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.[ ...] Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela.  (Romanos 13:1-3)

Esse é um texto da bíblia muito complicado de aceitar. Discurso idealista. Desculpa aí o anacronismo, mas é muito hegeliano para o meu gosto...

Mas eu vim pra falar disso: lembro-me de quando um pastor da Assembléia de Deus, num comício no povoado de Sta. Rosa, em Coité, disse que o Renato seria prefeito, pois ele era o Escolhido de Deus.

Bem, o Deus que eu creio, Deus de amor e honestidade, não pode ter feito essa escolha imbecil.

Outra coisa imbecil é dizer que eu, por ser cristão, não devo me meter na política e que eu deveria estar ganhando "almas para Deus". Primeiro: sair em busca de almas? Eu por acaso tenho cara de integrante dos Caça Fantasmas? Segundo: oras, mas então por que os políticos usam o nome de Deus para se eleger? Se eu, por ser cristão, não posso me opor a uma política nojenta, por que eles podem usar o nome de Deus para legitimar essa coisa obscena que é a gestão do atual prefeito?

Não sejam sujeitos a nenhuma autoridade. E nem façam o que a autoridade quer que vocês façam para receber o louvor dela. Nenhuma autoridade foi instituída por Deus - principalmente uma autoridade cujo nome seja Renato Souza.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Coité e o aparecimento de políticas esquizofrênicas

Há muito tempo que a política em Coité vem sofrendo, principalmente, da perda excessiva de caráter. Que o grupo que comanda a cidade mente, eu já sei! Que são vazios e vulgares, eu também sei; mas agora aparecem com uma característica, no mínimo, estranha: estão esquizofrênicos. Sabe essa mania de perseguição? Essa mania de achar que alguém tá seguindo, que alguém vai matar etc.? Pois, estão assim!

Mas vamos para antes disso! Saiu uma matéria no Jornal A tarde falando sobre as irregularidades do prefeito no ato de contratar uma empresa não registrada pelo CREA, empresa de amigos do prefeito, para fazer obras na cidade de Coité. Isso é: uma empresa sem registro no CREA, sem empregados registrados, de amigos do prefeito, ganha licitação para fazer obras de quase 02 milhões de reais.

A coisa, no entanto, começa a tomar ares esquizofrênicos agora: aparece um vereador, da bancada do prefeito, e diz que a oposição está querendo sequestrar o Renato. Diz, também, que tem gravações. E... que inclusive já conversou com o capitão Joilson Lessa. Ora, vamos aos fatos e vocês vão me dizer se a minha conclusão de que estamos diante de pessoas doentes, esquizofrênicas, é equivocada: Já sabiam do sequestro? Se já, por que falaram após aparecer essa matéria no Jornal A tarde que fez com que a cidade toda ficasse alvoraçada? Têm gravações? Conseguiram como? Grampo? Grampo é crime segundo a Lei nº 9.296/1996, art. 10. E conversou com o Capitão Lessa? Mas o vereador Betão publicou uma nota dizendo que ligou para o Capitão Lessa e que ele disse que não recebeu nenhuma informação sobre isso. Não houve esse conversa.

Ora, meu povo, tá tudo claro: o esquizofrênico tem mania de perseguição e acha que pode haver um sequestro. O Esquizofrênico diz que “vê” pessoas. E, o mais interessante, o esquizofrênico diz que “FALA” com as pessoas que “vê” – a fala e as visões são ilusões, fruto de uma mente doente.  

Então agora vai surgir todo tipo de conversa. Todo tipo de mentira. Todo tipo de tudo o que é coisa. A coisa vai ficar pior, afinal de contas, como está escrito no livro de Apocalipse “quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda” (Apocalipse 22:11).

Mas queira Deus que essa coisa de sequestro seja só esquizofrenia, papo de uma mente doente, pois eu ficaria triste em ter a certeza de que é fruto de uma mente sórdida e mal intencionada.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Eu falando na câmara de vereadores de Coité




“Sou partidário, sim! Defendo Assis (candidato à prefeitura pelo PT) até debaixo d`água e não tenho medo de ameaças."

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A queda dos juros e as (não) vitórias dos (as) trabalhadores (as).

Sintam o drama do capitalismo e os pepinos que o PT se meteu, mas o povo não se liga:

Queda de juros! BELEZA.

Queda juros, então as pessoas vão comprar mais, consumir mais. Consumindo mais e comprando mais, mais lucro as empresas terão. Com o aumento do consumo, sobe o aumento da produção. Produção, no modo de produção capitalista, é sempre fruto da exploração do trabalhador, da extração da mais-valia. 

Isso é: as estruturas continuam em pé. O trabalhador ainda continua sendo explorado, a burguesia ainda é dona do capital.

No processo da luta de classe, o PT nem fez cócegas na classe dominante. Mas... é melhor do que nada. Concordo!!!

O ranço imperialista e demoníaco da Junta de Missões Batista.

A JMM (Junta de Missões Mundiais) têm uma coisa estranha (pra não falar patética - aliás, essa missões são sempre patéticas!). Há uma coisa chamada de Radicais África. Olha a estupidez que está no site:

"O Projeto Radical África vem despertando jovens e preparando-os para uma verdadeira batalha: evangelizar povos africanos que pouco ou nunca ouviram falar de Jesus Cristo. São etnias não-alcançadas e que estão presas a tradições pagãs, idolatria ou sistemas religiosos opressores."

Olhe os termos: batalha; evangelizar. Uma batalha pra evangelizar quem? Os povos africanos que nunca ouviram falar de Jesus. E que são esses africanos? Etnias "não alcançadas" i,é. "pessoas perdidas que vão pra o inferno" e - OLHA A VIOLÊNCIA SIMBÓLICA, O CRIME - estão presas a TRADIÇÕES PAGÃS, IDOLATRIA OU SISTEMAS RELIGIOSOS OPRESSORES.

Agora me digam: Então quer dizer que o cristianismo não é opressor? Uma religião que vai pra outro povo matar a cultura não é um ato opressor?

Infelizmente esse povo abandona o respeito pra ficar falando de uma coisa tão vazia como é esse amor que só ama se o outro for igual. Como sempre, a JMM continua conservadora, opressora e ridícula!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A prática revolucionária

Uma coisa que deve ficar clara é que o marxismo não é uma teoria acadêmica, mas é uma posição política prática. O marxismo já teria morrido se ficasse nas salas de aulas ou em auditórios. Aqui quero, pois, chamar a atenção para a 11 ª tese sobre Feuerbach, que Marx escreveu. E ao analisarmos essa tese vamos fazer dois caminhos: um da proposta inicial de Marx e outra indo ao contrário, voltando.

Escreve Marx

Os filósofos apenas interpretaram o mundo diferentemente, importa é transformá-lo (Ad Feuerbach)
           
O que isso significa? Primeiro que não adianta ficarmos analisando e lamuriando os nossos problemas. Coité passa por momentos complicados e que cada vez mais se aprofunda. Falam do “gigante” prefeito, mas esquecem de falar que ele foi o “prefeito das tragédias”, o prefeito que estava quando o coreto na praça municipal caiu e matou uma senhora, o prefeito que estava quando um jovem foi morto eletrocutado numa quadra abandonada, o prefeito que colocou a cidade no Jornal Nacional nunca vergonhosa matéria sobre o descaso da saúde. Mas de nada adianta falarmos dessas coisas, interpretar os atos deles, se não agirmos. Importa, como diz Marx, é transformar as coisas.

Lênin escreveu um belíssimo texto chamado “A crise amadureceu” (Setembro de 1917) e nesse texto ele vai falando sobre os problemas em que a burguesia estava se metendo e como o campo estava perfeito para começar a revolução, e ele reclama dos camaradas que queriam “esperar pelo momento oportuno”; mas, para Lênin, o momento oportuno era naquele momento e ele finaliza o texto dizendo

Estou profundamente convencido de que, se “esperarmos” [...] e deixarmos passar agora o momento, arruinaremos a revolução.

Eis que devemos escutar o conselho de Jesus Cristo

Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. (João 4:35)

É preciso arregaçar as mangas, partir pra luta e colher a vitória. O tempo é nosso! István Mészáros escreve

A atual “crise do marxismo” se deve principalmente ao fato de que muitos dos seus representantes continuam a adotar uma postura defensiva, numa época em que, tendo acabando de virar uma página histórica importante, deveríamos nos engajar numa ofensiva socialista em sintonia com as condições objetivas. (Para além do capital, p. 789).
           
Então por um lado devemos trabalhar, e trabalhar duro. Por outro lado... Perguntaram ao filósofo Slavoj Zizek qual o conselho que ele dava aos jovens revolucionários, ele responde:

Leiam a 11ª Tese sobre Feuerbach, aquela que diz que os filósofos se limitaram a interpretar o mundo, quando devemos transformá-lo. Mas leia ao contrário. Devemos parar de querer mudar o mundo às cegas, para interpretá-lo, saber o que ele é.

Numa das passagens mais reveladoras da Bíblia, o texto sagrado diz que

Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. (Oséias 4:6)

De fato, uma das minhas grandes preocupações é com a formação teórica da juventude. Conhecer o mundo, interpretar a vida, encontrar o diabo nas entrelinhas... Eis um desafio grandioso. Para mudar algo é preciso saber o que queremos mudar e, principalmente, o que vamos colocar no lugar que ficou vazio. 

Precisamos saber o que queremos e porque queremos. Mas uma vez citando a bíblia

Estejam sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1 Pedro 3:15)

Precisamos tomar cuidado para não cairmos no extremo da prática e nem no deserto da reflexão. O que se espera de nós é que lutemos, e vamos lutar, pois sabemos o que queremos e o que, após derrubar a estrutura montada, vamos colocar no lugar. E não tenham medo de se expor. Não fiquem em cima de muro. Assuma lados e parta para a briga. Não sejam covardes. Lembrem-se sempre do que disse o filósofo italiano Antonio Gramsci

Odeio os indiferentes. Acredito que viver significa tomar partido. Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes. [...] A indiferença é o peso morto da história. [...]Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.

Ou como disse o poeta alemão Goethe “prometo ser sincero, mas nunca imparcial”.

E para finalizar, quero deixar duas frases: A primeira do nosso companheiro Paulo Freire

A realidade não é esta. Está sendo esta como poderia ser outra; e é por essa outra que eu luto. 

E uma dos István Mészáros

Vivemos numa época de crise histórica sem precedentes que afeta todas as formas do sistema do capital, e não apenas o capitalismo. Portanto, é compreensível que somente uma alternativa socialista radical ao modo de controle metabólico social tenha condições de oferecer uma solução viável para as contradições que surgem à nossa frente.

Companheiros e companheiras: vamos em frente, e que Deus tenha misericórdia de nós.

sábado, 14 de abril de 2012

Schleiermacher e a autonomia religiosa em sua apologia

(SCHLEIERMACHER, Friedrich. Sobre a religião: discursos a seus menosprezadores eruditos. São Paulo: Editora Novo Século, 2000, p. 7-26)

Muita coisa pode ser dita sobre – e na – Apologia do livro “Sobre a religião”, do Schleiermacher, mas, por questão de espaço e delimitação, tratarei da questão do que entendo como a autonomia religiosa no pensamento do Schleiermacher, pois penso que, para o autor, a religião é fruto do “interior” de cada humano.

A apologia do Schleiermacher começa com uma marcação de território. Uma vez que ele vai falar pra eruditos, ele toma o cuidado de inserir-se no grupo, talvez para que não seja tão rapidamente desprezado e, assim, consiga minutos de atenção. Ele afirma pertencer “àqueles que se têm elevado acima do comum e que se encontram transidos pela sabedoria do século”. (p.7). Ainda nessa página (7) ele revela o porquê de fazer essa apologia à religião, é que, pra ele, “a fé não tem sido assunto de todo o mundo; da religião poucos têm entendido algo, enquanto milhões se têm deixado seduzir, de múltiplas maneiras, com os invólucros que ela, por condescendência, se deixava recobrir de bom grado” e, para completar esse pensamento, ele diz que “especialmente em nosso tempo, a vida dos homens cultos se encontra distante de tudo que representa qualquer semelhança (com a religião) e que fizeram “tão rica e polifacetada a vida terrena que já não necessitais da eternidade”.

O teólogo alemão já revela nas primeiras páginas o que ele entende por religião ou, em outras palavras, o que motiva a experiência religiosa. Schleiermacher demonstra que a religião é sempre uma atitude bastante pessoal e que essa atitude é impulsionada pelo Divino. Isso pode ser percebido em suas palavras na página 8, quando ele escreve coisas assim: “como homem, vos falo dos sagrados mistérios da humanidade, tal como eu os concebo”; ou “o fato de que eu fale não se deve a uma decisão racional, nem a esperança ou ao temor, tão pouco obedece a um fim último ou a algum motivo arbitrário ou contingente: se trata de uma vocação divina, se trata do que determina posição no universo e me constitui no ser que eu sou.”. A religião, assim, é uma resposta à vocação divina. Um ato que nasce do espírito particular do ser humano.

Essa ênfase na individualidade religiosa pode ser vista, também, na página 13. Escreve Schleiermacher: “oxalá chegasse o tempo que uma antiga profecia descreve como aquele em que não seria preciso que ninguém fosse instruído, porque todos são ensinados por Deus.[...] Cada um se iluminaria, então, discretamente, a si mesmo [...].

Também a posterior fala desse nosso teólogo, desta feita na página 14, quando ele faz sua brevíssima biografia religiosa, demonstra a possibilidade da tese desse pequeno trabalho que ora escrevo. Entendo que, quando Schleiermacher surge dizendo que “a religião foi o corpo maternal, em cuja sagrada obscuridade se alimentou minha vida juvenil e se preparou para o mundo”, “na religião tem respirado meu espírito, antes mesmo que ele houvesse encontrado seus objetos externos, a experiência e a ciência” ou “ela (a religião) me conduziu à vida ativa; ela me tem ensinado a manter-me a mim mesmo como algo sagrado, com minhas virtudes e meus defeitos, em minha existência indivisa, e só mediante ela tenho realizado a aprendizagem da amizade e do amor”, ele não está me dizendo outra coisa, senão que a religião é uma experiência de vida e que a autonomia religiosa, isso é, a experiência individual, baseada na liberdade e na auto entrega à vocação divina, é o fundamento religioso.

Para Schleiermacher, p. 18, não é “o temor de um Ser eterno e a referência a um outro mundo” que constituem as bases de toda a religião. A religião não é, p. 19, “algo vazio” ou de “uma aparência vazia e falsa que, como uma atmosfera turbulenta e agonizante, se tem concentrado em torno de uma parte da verdade”. Não! Para o Schleiermacher, p. 20, “onde existe e atua a religião, ela deve revelar-se de maneira que comova a alma de um modo peculiar, que mescle as atividades da alma humana ou antes as distancie, e dissolva toda a atividade em uma intuição espantada do Infinito”, isto é, confirma o que foi dito na página 9 “toda coisa só possui sua existência determinada mediante o fato de unir e manter de um modo peculiar, as duas forças primárias da natureza, a ávida atração sobre si e a ativa e viva auto expansão”. A religião atrai o mundo para dentro do homem e o homem se abre para o infinito (o que ele chama, na página 23, de “tendência da alma em direção ao Eterno”).

E o fim da apologia de Schleiermacher coroa a ideia da religião como ato individual e livre do ser humano; ele conclui dizendo, p. 26,

Que a religião surja por si mesma do interior de cada melhor alma, que a ela pertence uma província própria da alma, na que impera de um modo ilimitado; que ela seja digna de mover, mediante sua força interna, os espíritos mais nobres e mais excelentes [...].

terça-feira, 10 de abril de 2012

Os discursos e os seus jogos

Uma das marcas registradas do pós-modernismo é a demolição dos discursos homogêneos. Não há mais condição de sustentar verdades. Reconheço sérios problemas nesse movimento, mas de fato há algo bastante interessante. 

O discurso que se vê atualmente na Câmara de Vereadores de Coité, numa tentativa desesperada de proteger o prefeito, é falar das obras que ele faz e, sempre, ao falar delas, adjetivar o prefeito de gigante. Ora, realmente há algo de muito gigante na prefeitura, mas são os problemas: A cidade constrói praças, mas os jovens não têm incentivo cultural, então essa praça vai virar espaço pra uso de drogas – lícitas ou ilícitas; a cidade está toda sendo calçada, mas os animais pastam e defecam nas ruas; quadras são construídas, mas a experiência já nos mostra que o abandono virá e esperamos que não haja mais morte.

O discurso atual (nem tão atual assim) revela a imaturidade (ou a maturidade macabra!) dos políticos. A política em Coité é um jogo, e a consciência do povo, privada de um debate realmente sério, é a bola – e essa bola já anda machucada pelo longo tempo da partida.

Tá na hora de mudar o time.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Algumas respostas aos vereadores de Coité.

1) Ao vereador Nego Jai.

Interessante que o senhor vai buscar, no ápice da minha adolescência, fatos que eu fazia quando gostava de rock. Mas eu ainda adoro heavy metal, viu? Mas os tempos mudaram, eu amadureci. Não tente colocar a minha imagem como um jovem baderneiro e sem responsabilidades. Não coloque o meu pai nisso. Por quê eu haveria de ficar falando de quem eu sou filho? Nasci em Coité, me criei em Coité, sai de Coité pra estudar, mas sempre estou aí. Todo mundo me conhece, então não diga que eu ajo no anonimato. 

Outra coisa: não cometa essa insanidade de dizer que eu estou usando o meu namoro pra me promover. O senhor não sabe como o meu namoro começou, o senhor não sabe com o meu namoro caminha, o senhor não sabe aonde o nosso namoro quer chegar. Seja maduro! Maduro como foi me convidando pra falar nessa honrada tribuna da Câmara Municipal de Coité - coisa que eu farei com respeito e educação, como o lugar merece. E outra coisa, vereador: eu trabalho. Eu saio de casa, todos os dias 06h30 da manhã e só retorno, todos os dias, às 23h30, pois além de trabalhar eu estudo, e estudo muito. Então não seja leviano de fazer devaneios sem a presença do indivíduo para esclarecer. Eu trabalho, e trabalho muito e até ganho pouco. Não ganho R$ 4 mil por mês, salário esse que foi aumentado para 8 mil.

2) Ao vereador Edevaldo


Em nenhum momento eu chamei o senhor de pistoleiro. Leia o site e perceba as inúmeras interrogações. Falei que sua frase é uma atitude usada por pistoleiros.  Eu tenho habilidade para ler, interpretar e escrever textos. Mas o senhor pediu desculpas, assumiu que falou uma coisa insana e fica tudo bem. Todo mundo erra, todo mundo fala besteiras. Sobre a batalha das eleições que começou, estamos no jogo, ok? Mas todo jogo tem que ter ética e ter regras. Creio que faremos esse jogo no campo democrático e não na da violência.


No mais, no campo do respeito, estamos numa batalha e cada um ataca com armas que têm - e que o escudo seja a verdade.


Cordialmente,


Wagner Francesco

Teólogo e militante do PT de Coité

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Prefeitura de Coité contrata empresa não habilitada pelo CREA pra fazer serviço

Documento que comprova a irregularidade da prefeitura na contratação de uma empresa para fazer obras em Coité. A nota do CREA dizendo que a empresa NÃO ESTÁ HABILITADA para fazer os serviços e, abaixo, as notificações no Diário Oficial dizendo que a empresa foi contratada.

PORQUE A GENTE NÃO TRABALHA COM MENTIRA!!
 
 
 
 
"A Empresa teria recebido em apenas 20 dias conforme divulgação no Diário Oficial do Estado um valor superior a R$ 1.700.000,00 (Um milhão e setecentos mil) para realizar obras, mas conforme a nota do CREA a CLAYRAN não está habilitada a tal serviço, portanto não poderia prestar serviço, nem receber dinheiro público."

Fonte: Calila Notícias
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Aí me aparece o vereador Edevaldo dizendo que se as acusações que são feitas ao prefeito fossem feitas a ele, que haveria "caixão na praça" e que a nossa sorte - de quem denuncia - é que o prefeito é um homem bom.

Pois é, temos um vereador Bad Boy em Coité.
 

Coité tem um vereador pistoleiro?!

O Vereador Edevaldo, conhecido como Edvaldo de Aroeira, disse que "se alguém falasse (dele) o que estão falando de Renato que essa pessoa estaria morta. Morta a mando de quem, senhor vereador?

Ora, é assim? É assim que se faz democracia? É essa a atitude típica da ditadura. 

Nós deveríamos mandar matar, também, vereador Edevaldo, pessoas do seu grupo que MENTEM sobre Assis? Mandaríamos matar Renato por MENTIR pra o povo?

Lamentável que um vereador, tomado pelas emoções, diga que MANDARIA MATAR seus opositores. E nem venha me dizer, senhor vereador, que você falou sem querer, pois bíblia diz que "A boca fala do que o coração está cheio".

Infelizmente, além de incompetentes temos um vereador pistoleiro em Coité?

terça-feira, 27 de março de 2012

A política e os seus vícios

Eu sempre defendi que a política precisa passar por reformas. Mas não estou falando dessa reforma que tem como membro da comissão o Sarney de líder. Não! Estou falando de uma forma política radicalmente estrutural. Deve-se começar com a reforma política a partir da mudança de pessoas. Proponho um rejuvenescimento político. Infelizmente a ditadura de 1964 matou jovens que hoje poderiam estar na política e fez com que os militares e os empresários que apoiaram o golpe estivessem hoje no poder. Mas para que a juventude tenha força política e transforme a realidade do país precisamos de duas coisas urgentes: 1) consistência teórica e 2) abandono de vícios.

A consistência teórica implica em saber de onde veio as coisas que o jovem pretende defender e ter as armas para defender. Tenho visto um emburrecimento da militância da esquerda com o passar dos anos. O emburrecimento começa com a filiação partidária. Há uma alienação partidária. Alienação no sentido marxista do termo quando ele fala do trabalho alienado:

O trabalhador não reconhece mais o produto de seu trabalho e não se dá conta da exploração a que é submetido. O que se exterioriza não é sua essência, mas algo estranho a ele.

A pessoa filia-se a um partido político sem ter um curso de formação política básica, sem conhecer a história do partido, sem conhecer os pressupostos da luta e, em troca, só precisa doar o voto. O partido político age, assim, igualmente ao burguês que suga o trabalho do proletário. É preciso entender o que pessoas quiseram antes da gente, o que agora queremos porque eles quiseram e como fazer pra realizar essas coisas sem que haja traição ideológica. 

Concordo e reproduzo o conselho que o Slavoj Zizek deu aos jovens 

Leiam a 11ª Tese sobre Feuerbach, aquela que diz que os filósofos se limitaram a interpretar o mundo, quando devemos transformá-lo. Mas leiam ao contrário. Devemos parar de querer mudar o mundo às cegas, mas interpretá-lo, saber o que ele é.

Devemos saber o que queremos e porque queremos, mas isso somente abandonando a alienação partidária que é baseada no simples discurso: "eu quero que as coisas mudem." É preciso abandonar isso pois quando o jovem é questionado sobre quais coisas ele quer que sejam mudadas e o que colocar no lugar, há uma enorme e tenebrosa interrogação.

Outra coisa é o abandono de vícios. O principal vício é o da mentira. Esse é motivado principalmente pela falta do conhecimento teórico descrito acima. Mas quem motiva esse maldito vício é a liderança partidária. Quando membros do partido cometem erros grotescos que vão de encontro à ideologia do partido, o que querem nos ensinar, propor e impor é que façamos silêncio. O silêncio da crítica deve ser feito em nome do "projeto". 

O que é esse projeto? O projeto de manutenção do poder. Não fazer as críticas sérias para não passar para o povo a imagem de que o partido tem sérios problemas é, ao meu ver, um ato extremamente ridículo, falso. Mentir para o povo? Concordo que problemas internos devem ser resolvidos internamente, mas problemas que envolvem o povo - como o caso da Reforma Agrária por exemplo - devem ser anunciados aos quatro ventos. 

A juventude que deve assumir o comando político para apresentar um novo modo de ser sociedade não pode aceitar esse vício da mentira e do jogo sujo da política. Frei Betto escreveu 10 conselhos aos militantes de esquerda e um é especialmente importante pra mim e para o desfecho dessa nossa conversa aqui:

[...] Cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus social-democrata, cujos  principais sintomas são usar métodos de direita para obter conquistas de  esquerda e, em caso de conflito, desagradar aos pequenos para não ficar mal  com os grandes.

Mentir em nome do poder é uma atitude clássica da direita. Esconder os problemas e evitar críticas em nome de um "projeto" é atitude clássica da direita. 

Meu (minha) amigo (a) jovem que lê esse humilde escritor, precisamos de você para mudar a cara do país, mas precisamos de você com base teórica e sem os vícios da direita que algumas esquerdas estão aderindo. Precisamos ser diferentes. Slavoj Zizek escreve no livro Bem vindo ao deserto do real assim "com uma esquerda dessa quem precisa de direta?". Pois é! Se é pra fazer igual e legitimar as mesmas coisas que outros fazem, então pra que aparecer na televisão ou no rádio, ir na casa do povo e, com a cara descarada, dizer "tudo isso está ruim! Dei-me uma chance"?

Se é pra fazer a diferença, então que sejamos íntegros. Íntegros de inteiros. Inteiramente diferentes e inteiramente novos. 

domingo, 25 de março de 2012

Jesus não é Senhor.

Não entendo o porquê dessa insistência em chamar Jesus de "Senhor". Senhor é um termo que implica distância entre pessoas. É um pronome de tratamento, fruto das relações de poder e que tem em si uma forte violência simbólica.

Não trato Jesus como meu Senhor. Eu não tenho Senhor. E nem me ajoelho diante de ninguém - diga-se de passagem, o ato de orar ajoelhado, cabeça baixa e olhos fechados é símbolo de uma era onde o escravo se ajoelhava, baixava a cabeça e fechava os olhos para não encarar o seu senhor.

Jesus não é isso. Ele mesmo, segundo o relato do evangelho de João, disse "Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos" (João 15:15).

Jesus é amigo. Nosso amigo - e irmão.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Mensagem para Assis, o candidato a prefeito de Coité pelo PT.

Quanto mais eu estudo, mais eu me dou conta de que você é o que Coité precisa. Estou à sua disposição, completamente, nessas eleições. Quero você eleito. Quero realizar um sonho! 

Nos conhecemos há um bom tempo, desde 2002 (no dia da morte do Celso Daniel) e eu sempre lhe admirei. Votei em você pra vereador. Votei em você pra prefeito; mas, acima de tudo, nesses anos todos, aprendi a gostar de você como amigo e companheiro de sonhos.

Vamos juntos. Vamos firmes. Se o futuro vai ser de muita luta, então o futuro é nosso, pois a gente nunca deixou de lutar.

Receba meu abraço, camarada! 

Wagner Francesco
Teólogo Marxista

quarta-feira, 21 de março de 2012

Parabéns ao PT (mas sem abandonar a crítica constante)

"Bahia Acolhe" vai assegurar direitos à população de rua do estado

"O programa Bahia Acolhe, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Carlos Brasileiro, vai, sob a coordenação da Sedes, ordenar todos os serviços que são demandados pelos moradores de rua nas áreas de saúde, educação, abrigamento, acolhimento e tratamento de dependentes químicos, articulando para isso as secretarias de Estado. “É o primeiro no Brasil e pode servir de base para outros estados ou para um programa federal”.
 
Somente em Salvador, são três mil pessoas morando nas ruas.
 
Parabéns ao governo da Bahia. MAS... (tudo tem que ter um mas, né? Principalmente quando o assunto é o PT). O PT tem uma maldita mania de "idolatria" - no pensamento do teólogo Paul Tillich. O que seria idolatria? Seria dar a algo finito o status de infinito; em outras palavras: transformar coisas transitórias em "preocupações últimas". 

É, talvez o termo teológico não tenha sido um termo feliz. Então vamos lá: o PT tem uma mania dos infernos de tratar políticas urgenciais como se fossem soluções "definitivas". É legítimo, justo e necessário que cuidemos do pobre e do morador de rua, mas muito mais importante é que possamos construir uma sociedade onde o pobre e o morador de rua deixe de existir. Precisamos abandonar a política de vitimização, de cuidar do pobre e ao mesmo tempo manter o sistema que cria o pobre em pé. Brasil rico não é Brasil sem pobreza. Brasil rico é um Brasil onde a lógica de acúmulo de riquezas é destruída. Como é que podemos lutar para acabar com a pobreza e ao mesmo tempo patrocinar o enriquecimento de uma minoria? Pobre existe porque existe rico. Precisamos inserir em nossas relações sociais a lógica do "Ganha-Ganha": eu ganho e você ganha. Fazemos negócios onde ambos saiam ganhando. Mas, infelizmente, vivemos num Brasil onde o Eike Batista vai se tornando o homem mais rico do mundo e ao mesmo tempo pessoas assentadas vão sendo expulsas do seu território para que ele dê continuidade à expansão do seu império. Em nota do MST, por exemplo, foi escrito
 
"Entre os diversos ataques ao meio ambiente e à populações tradicionais, um dos novos empreendimentos de Eike desalojará mais de 200 famílias, com a construção de uma rodovia por dentro de um assentamento em Campos."
 

Isso é: quando um homem se torna o mais rico do mundo, milhões de trabalhadores vão vivendo no limite do abismo. Com PT os bancos ainda estão lucrando muito. A Reforma Agrária está parada (com o deputado, do PT baiano, Afonso Florence aconteceu o menor número de assentamentos desde que o partido assumiu o poder). Nada de redução de carga horária de trabalho.  

Esse passo dado pelo PT da Bahia foi um passo importante. MAS, é preciso acabar com a lógica estrutural de destruição do capital que cria o pobre, e não manter a ideia de "ajudar o pobre" - legitimando a tradição de senhorio. Alguns remédios são para aliviar a dor, não para extirpar a doença. E para acabar com o problema, somente com uma mudança radical nas relações sociais, na política e na economia.
 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ou o evangelho ou o capitalismo, pois não podemos servir a dois senhores.

O evangelho de Jesus é mudança radical: "não vos conformeis com esse mundo...". É impossível viver o evangelho dentro de uma estrutura capitalista, pois isso é traição ao "espírito" de partilha e comunhão.

Num dos livros que estou lendo agora, chamado "A idolatria do capital e a morte dos pobres: uma reflexão teológica a partir da dívida externa" está escrito:

O capitalismo é, sem dúvida, a besta-fera que se opõe a Deus-libertador e devemos atingir-lhe o coração, e, assim, afastá-lo do caminho da libertação (Mo Sung, 1989, p. 132).

Capitalismo e evangelho são radicalmente contrários. No capitalismo você não pode dar a outra face (Mt 5:39), tem que ajuntar tesouros na terra - pois o capitalismo é essencialmente acúmulo de riquezas (Mt 6:19) e, principalmente, não pode rezar o Pai Nosso. No Pai Nosso o Pai e o Pão é de todos, é nosso! No capitalismo tudo é de uma pequena parcela.

Devemos fazer uma escolha: o evangelho ou o capitalismo. Deus ou a Riqueza. Não podemos servir a dois senhores. Escolha! Ou o evangelho que une a todos ou o capitalismo que, em nome do dinheiro e do lucro, tudo separa.

Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. Se guardares o mandamento que eu hoje te ordeno de amar ao Senhor teu Deus [...] o Senhor teu Deus te abençoará na terra [...] Mas se o teu coração se desviar, e não quiseres ouvir, e fores seduzido para adorares outros deuses, e os servires [...] eu te declaro neste dia: perecereis seguramente e não prolongareis os vossos dias na terra. (Deuteronômio 30: 15-18)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Para além do ópio: Releituras da crítica do Marx à religião

A frase do Marx de que “a religião é o ópio do povo” parece ser a frase mais conhecida do filósofo alemão. Até quem não conhece o Marx sabe essa frase. É a frase chave para se começar qualquer discurso, qualquer crítica, à religião. Claro que a frase não é só isso. Aí é o término da reflexão. O que Marx diz é
A religião é o suspiro do ser oprimido, o íntimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. É o ópio do povo. (MARX. Manuscritos Econômicos-filosóficos, 2006, p. 45-6).
Assim compreendemos que a religião é um sentimento sofrível e vazio, habita num mundo sem coração e a sua alma é morta. A religião é o ópio do povo que sofre, que não tem mundo nem alma, mas que espera por algo que não virá. É preciso abolir a religião, pois ela, diz Marx, oferece uma “felicidade ilusória” (2006, p. 46).
Torna-se quase um dogma a ser pregado: para o marxismo, a religião é uma heresia. Lênin, seguindo a ideologia de que a religião é um remédio paralisante escreve que
A religião é uma das formas de opressão espiritual que pesa em toda a parte sobre as massas populares, esmagadas pelo seu perpétuo trabalho para outros, pela miséria e pelo isolamento. [...] Àquele que toda a vida trabalha e passa miséria a religião ensina a humildade e a paciência na vida terrena, consolando-o com a esperança da recompensa celeste. E àqueles que vivem do trabalho alheio à religião ensina a beneficência na vida terrena, propondo-lhes uma justificação muito barata para toda a sua existência de exploradores e vendendo-lhes a preço módico bilhetes para a felicidade celestial. A religião é o ópio do povo. A religião é uma espécie de má aguardente espiritual na qual os escravos do capital afogam a sua imagem humana, as suas reivindicações de uma vida minimamente digna do homem.[1]
Para Lênin, a religião não só oprime como cega o indivíduo para que ele não perceba, nas palavras do Marx, “as algemas escondidas nas flores imaginárias”. Sendo assim, já que a religião é um mecanismo de controle social, e o socialismo é a radicalização das ideologias sociais da classe dominante, então é preciso se libertar da religião para ser um humano livre, emancipado. Diz Marx que
O apelo para que abandonem as ilusões a respeito da sua condição é o apelo para abandonarem uma condição que precisa de ilusões.  (MARX, 2006, p. 46)
Diz mais:
A crítica da religião liberta o homem da fantasia, pra que possa pensar, atue e configure a sua realidade como homem que perdeu as ilusões e reconquistou a razão, para que ele gire em torno de si mesmo e, assim, em volta do seu verdadeiro sol. (Idem. Ibdem.)
E sentencia:
A religião é apenas o sol ilusório que gira em volta do homem enquanto ele não circula em torno de si mesmo. (idem)
Eis então que perguntamos se é isso mesmo; ou melhor, se a religião é apenas o sol ilusório. Para a crítica marxista talvez seja, pois, como escreve Assmann e Mate
Por um lado, a crítica marxiana é uma crítica a igreja [...] a igreja como instituição histórica, empírica, estabelecida. [...]  Por outro lado, é uma crítica ao cristianismo. O cristianismo [...] como fenômeno religioso que envolve o mundo burguês. Em terceiro lugar, é uma crítica à religião mágica. E, finalmente, é uma crítica total à religião. [2]
Mas a proposta desse nosso trabalho é apontar outro caminho. A religião como um movimento que inspira movimento contra a lógica destrutiva do capital. Não podemos deixar de notar a participação de cristãos nas lutas revolucionárias. A morte de pessoas como padre Camilo Torres na guerrilha colombiana e, mais recentemente, a Dorothy Stang, em 2010, são provas de que a fé e a revolução andam juntas. Há uma fé na revolução! Esta proposta encontra base, inclusive, no próprio Marx. Quando citam que “a religião é o ópio do povo” se esquecem de apresentar outro termo, outra frase, que chama a atenção para que possamos entender outra função da religião para além do ópio. O que o Marx escreve é
A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. (MARX, 2006, p. 46)
A religião é um protesto. Protesto contra o quê? Contra a realidade. Ora, como já dizia o Paulo Freire, a realidade não é esta. Está sendo esta como poderia ser outra. E pela outra que lutamos. É contra essa realidade miserável e cruel que a alma religiosa suspira. Mas não suspira, só, com espírito de mansidão, mas de luta.
Por este caminho que esse trabalho pretende caminhar, apontando novos olhares para a religião. Tendo a religião como companheira e não inimiga da revolução. Entender, sim, que existe a religião ao serviço do capital, que legitima a luta de classe – e está do lado da classe dominante, mas perceber que há no espaço religioso quem se oponha a essa ideologia destrutiva e que se coloca do lado do (as) proletários (as), do (as) negros (as), dos (as) homossexuais etc. Como escreveu o Michael Lowy
A religião ainda é tal como Marx e Engels a entendiam no século XIX, um baluarte de reação, obscurantismo e conservadorismo? Brevemente, sim, é. Seu ponto de vista se aplica ainda a muitas instituições católicas (a Opus Dei é só o exemplo mais claro), ao uso fundamentalista corrente das principais confissões (cristã, judia, muçulmana), à maioria dos grupos evangélicos (e sua expressão na denominada “igreja eletrônica”), e à maioria das novas seitas religiosas, algumas das quais, como a notória Igreja do reverendo Moon, são nada mais que uma hábil combinação de manipulações financeiras, lavagem cerebral e anticomunismo fanático.
Entretanto, a emergência do cristianismo revolucionário e da teologia da libertação na América Latina (e em outras partes) abre um capítulo histórico e eleva novas e excitantes questões que não podem ser respondidas sem uma renovação da análise marxista da religião.[3]


[1] http://www.marxists.org/portugues/lenin/1905/12/03.htm
[2] ASSMANN, Hugo; MATE, Reyes (Comp. ). Sobre la religión. Salamanca: Sigúeme, 1974, p. 36
[3] Löwy, Michael. Marxismo e religião: ópio do povo?. En publicacion: A teoria marxista hoje. Problemas e perspectivas Boron, Atilio A.; Amadeo, Javier; Gonzalez, Sabrina. 2007 ISBN 978987118367-8

domingo, 11 de março de 2012

Jesus e a dominação religiosa.

"A historicidade de Jesus consiste na história do efeito que ele teve em sua história efetiva"

(KORTNER. Introdução à hermenêutica teológica. São Leopoldo/Rs: Sinodal;EST, 2009, p. 144)

Gosto dessa ideia inaugurada pelo Ricouer de buscar a historicidade a partir das narrativas. Ninguém nunca vai poder dizer que Jesus disse algo, porque na bíblia Jesus nunca disse algo realmente. O que temos na bíblia são ditos do que o povo disse que Jesus disse. Então o que é o Jesus Histórico? É o Jesus lido e relido, interpretado e reinterpretado... é o Jesus da fé.

Então, sem esta de se dizer seguidor de Jesus. Seguimos os ditos dos que seguiram ele. Sem essa de Jesus/Deus, pois é uma obra do Jesus teológico. Jesus nunca quis ser Deus!!

Jesus é o nosso irmão. E a tentativa de torná-lo maior do que tudo não passa de uma estratégia de dominação ideológica e religiosa.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Mulheres de todo o Brasil, uni-vos!


Tava bom demais pra ser verdade. O problema é que, como disse o Mészáros, o capital não dá vitórias ao trabalhador. No máximo ele faz concessões que não o prejudique.

"A informação que se tem é que empresários de todo o País reagiram contr
a a proposta alertando que, na contramão da ideia, poderia resultar na redução de vagas para mulheres no mercado de trabalho."

Fica claro que a trabalhadora não tem voz. Quem manda são os empresários. Mais do que nunca o Marx tá certo quando diz que "o trabalhador, à medida que produz riquezas, fica mais pobre". O trabalhador produz a riqueza, mas fica fora dos ganhos. 


Diante dessas coisas não existe e nunca vai existir vitória para a trabalhadora que não seja a partir de uma adesão radical ao movimento socialista.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O cristianismo é religião - e Cristo é produto.

A modinha religiosa cristã agora é dizer que cristianismo não é religião. Na verdade nem é tão novo isto. Não é religião, mas estilo de vida. BOBAGEM! 

Acertadamente a nossa grande teóloga Nancy Cardoso escreveu que "nós cristãos e cristãs somos uma religião entre outras, nós somos um povo de fé entre outros povos de fé. Nesse sentido - o que se pede de nós é a luta pela justiça, é o amor e a misericórdia, e andar humildemente com nossos Deus"

O cristianismo é uma dentre as milhares de religiões. "Cristo" é mais um dentre os inúmeros símbolos das usados por milhares de religiões. O Cristo é um produto cristão. Um produto que, diga-se de passagem, "legitimou" a morte e a violência simbólica em muitas eras - inclusive a nossa. Que você queira transformar o Jesus real no Jesus histórico, no Jesus teológico ou no Jesus da Fé aí é um problema seu. Mas o Jesus real foi "só" um homem. Um como muitos que lutaram. Jesus é nosso irmão.

O cristianismo é uma religião como qualquer outra. O que é estilo de vida é lutar pelo que Jesus lutou: a implantação da Xalom para que o Reino de Deus se torne nossa realidade.